domingo, 22 de setembro de 2013

Ir


E se eu não for? Se eu não for nunca poderei descobrir o que tem do outro lado. O que me espera em outro lugar, em outras ruas e endereços. Não ir significa permanecer aqui: no mesmo lugar de sempre. Um lugar seguro – sim com certeza, mas também um lugar com as mesmas paisagens, pessoas e sentimentos que, por ora, não me permitem ver além do eu preciso enxergar. Não ir significará ficar igual.

Camila Santos

domingo, 11 de agosto de 2013

You Give Me Something

You want stay with me in the morning
You only hold me when I sleep,
I was meant to tread the water
Now I've gotten into deep
For every piece of me that wants you
Another piece backs away.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.

You only waited up for hours
Just to spend a little time alone with me,
And I can say I've never bought you flowers
I can't work out what they mean,
I never thought that I'd love someone,
That was someone else's dream.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause someday I might call you from my heart,
But it might be a second too late,
And the words I could never say
Gonna come out anyway.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
Know my heart, know my heart, know my heart


James Morrison

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Manifestações


Manifestações

As manifestações que tomaram conta de algumas cidades do país nesses últimos dias, revelaram que o povo brasileiro finalmente acordou e decidiu lutar por mais respeito e por melhores condições de vida. Contrariando a fama de “povo acomodado”, os brasileiros se uniram e foram às ruas para expor a sua indignação não só em relação ao aumento das tarifas no transporte público, mas também a situações que ferem os seus direitos básicos de cidadãos.

Aqui em São Paulo as manifestações foram impulsionadas pelo aumento das tarifas de ônibus e metrô. Mas por traz desse motivo, havia também nos manifestantes uma revolta retardatária e latente, em relação à má qualidade na educação, na saúde pública e quanto a falta de segurança nos centros e periferias - que tem colocado os paulistanos a mercê de bandidos que se tornaram especialistas em cometer latrocínio.

Em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte as manifestações foram também contra os gastos públicos com as obras da Copa das Confederações e Copa Mundo. Gestos que mostraram que a população brasileira está cansada de ter apenas o Futebol como motivo de orgulho para dizer que é brasileiro. A conquista do Mundial parece não ser mais a preocupação central de muitos brasileiros que desejam que o país do Futebol também se transforme no país da boa educação, dos altos índices de emprego e dos baixos impostos (para que as grandes empresas continuem a crescer e as pequenas empresas possam se manter).

Essas manifestações me surpreenderam e devem ter surpreendido também as autoridades, que estão acostumadas a governar um povo passivo e alheio às decisões políticas que são tomadas a sua volta. O movimento Vem Pra Rua funcionou e mobilizou centenas de pessoas que foram reivindicar os seus direitos na “maior arquibancada do Brasil”.


Camila Santos

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Escrever



Volta e meia eu travo e não consigo escrever nada. Mesmo com a cabeça a mil, sinto uma dificuldade imensa de colocar no papel o que estou pensando. Até tento; escrevo, leio, apago, reescrevo.  Mas nada que rabisco parece descrever exatamente o que estou sentindo naquele determinado momento.

Sempre escrevi bastante. Quando era adolescente tinha o hábito de registrar no diário cada pequeno ou grande evento que acontecia na minha vida. Ironicamente, quando comecei a estudar jornalismo parei de escrever, bloqueie de vez. Lembro que eu só escrevia para as atividades do curso, nada além. Foi um período ruim, porque como eu não expressava o que acontecia no meu mundo interior, também me desencorajei para escrever sobre o que acontecia ao meu redor. Depois da faculdade ainda fiquei um tempo sem escrever, mas um belo dia a inspiração voltou e eu recomecei a compartilhar com o papel tudo, ou quase tudo, o que pensava.

Hoje percebo que escrevo quando estou muito eufórica, brava ou feliz. Ainda não consegui recuperar aquele hábito saudável de também escrever nos momentos de tristeza, pois é exatamente nessas horas que escrever ajuda a clarear as ideias e a aliviar o peso da alma (pelo menos para mim).

Acho que hoje em dia todos nós de certa forma evitamos falar sobre a tristeza. Escondemos esse sentimento debaixo do tapete como se ele não fizesse parte de nossas vidas e fingimos viver só de alegrias...

O assunto tristeza virou tabu, nas rodas sociais e nas redes sociais – onde fazemos questão de sempre aparecer no nosso MELHOR momento. Ficar triste virou sinônimo de derrota – assim como afirmou o colunista Walcyr Carrasco em um dos seus textos na revista Época. É a tal da felicidade obrigatória! Temos que estar alegres e felizes o tempo todo; do contrário podemos ganhar a fama de “pessoa baixo-astral”.

Não sei vocês, mas eu tenho uma certa desconfiança das pessoas que fazem questão de mostrar que estão bem o tempo todo. Chego a achar esse comportamento patológico. Mas esse é um outro assunto e a minha prioridade neste momento é lutar contra o meu pudor de escrever sobre a tristeza – mesmo que seja apenas no diário, fora do alcance da leitura de todo mundo.


Camila Santos











domingo, 21 de abril de 2013

Color Esperanza


Sé que hay en tus ojos con solo mirar
Que estas cansado de andar y de andar
Y caminar girando siempre en un lugar

Sé que las ventanas se pueden abrir
Cambiar el aire depende de ti
Te ayudara vale la pena una vez más

Saber que se puede querer que se pueda
Quitarse los miedos sacarlos afuera
Pintarse la cara color esperanza

Tentar al futuro con el corazón
Es mejor perderse que nunca embarcar
Mejor tentarse a dejar de intentar

Aunque ya ves que no es tan fácil empezar
Sé que lo imposible se puede lograr
Que la tristeza algún día se irá

Y así será la vida cambia y cambiará
Sentirás que el alma vuela
Por cantar una vez más

Saber que se puede querer que se pueda
Quitarse los miedos sacarlos afuera
Pintarse la cara color esperanza

Tentar al futuro con el corazón
Vale más poder brillar
Que solo buscar ver el sol

 Diego Torres

domingo, 10 de março de 2013

Chanson du soleil


Back in the day
I wasn't sure
You were afraid where we were
Time made a change
It's my time for you
Your time for me too
Our time to dance
Our time to sleep
Our time for sunshine
Our time for living

Sun is coming out for us
Sun is coming out for us!
Sun is coming out for us
It's our time to shine

na na na na na na na
na na na na na naaaa na
na na na na na na na
na na naaaa

This isn't time
To change who we are
You and I follow the same star
You remade it over
Found our way through
Someone inside I guess we knew
Our time to play
Our time for dreaming
Our time to spend
Our time for living

Sun is coming out for us
Sunshine
Sun is coming out for us

Sun is coming out for us
Sun is coming out for us!
Sun is coming out for us
It's our time to shine


Dj Meme

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Afinidade

Afinidade é um sentimento que não tem explicação; ou a gente sente ou não sente. Têm pessoas que eu conheço há anos pelas quais eu não sinto um pingo de afinidade. Com elas a conversa não flui com naturalidade, o papo não evolui, a intimidade não se manifesta de jeito nenhum. Já por outras pessoas eu sinto uma afinidade tão grande que mesmo a distância é possível compartilhar tudo: sonhos, projetos, conversa fiada, fofoca. São pessoas com as quais eu posso ficar um tempão sem conversar que na primeira retomada de contato é possível reconhecer a afinidade que existe entre nós.
Hoje faz um ano que uma grande amiga foi morar em outro país, a quilômetros de distância do Brasil. Ela é uma das poucas pessoas pelas quais eu sinto uma verdadeira afinidade e mesmo longe (muito longe), percebo que afinidade continua viva entre nós. Somos muito diferentes: não gostamos do mesmo estilo de roupa, temos temperamentos e profissões diferentes, nos relacionamos com o sexo oposto de maneira MUITO diferente. Mas a afinidade se faz presente em todas as nossas longas conversas, via Skype, rsrs.
Li recentemente um poema que diz que ter afinidade é muito raro. Tal frase soou de forma muita verdadeira para mim, porque realmente dá para contar nos dedos quais são as pessoas que conseguem nos entender, sem que a gente precise ficar justificando nossos pensamentos, escolhas ou sentimentos.
Quando há afinidade entre duas pessoas não há cobrança, pois esse sentimento nos liberta de querer que o outro pense exatamente da mesma forma que nós ou que goste das mesmas coisas que nós gostamos. A afinidade faz com que a gente aceite a outra pessoa do jeito que ela é - com todas as suas virtudes e defeitos. 

Camila