segunda-feira, 2 de junho de 2014

Enquanto Houver Sol


Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma ideia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol



 Titãs

terça-feira, 20 de maio de 2014

"Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: Leve tudo o que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas... - Daqui para frente apenas o que couber no bolsa e no coração."



Cora Coralina

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Arrogância


Existem coisas que não mudam no mundo corporativo e uma dessas coisas são aquelas pessoas que se sentem melhores do que os outros. Sabe aquele cidadão que pensa que está acima da média e que acha que o seu trabalho independe da ajuda alheia? Pois bem, é desse cidadão que estou falando. Falo daquele sujeito que se julga autosuficiente e que acredita que todas as outras pessoas: colegas de trabalho, parceiros, chefes e clientes são apenas um reflexo do seu surpreendente desempenho.
  
Se você nunca conviveu com gente assim, sinta-se sortudo! Eu já tive o azar de esbarrar com pessoas assim; e por mais que esteja vacinada ainda me pego questionando o comportamento desses seres “superiores”. Afinal, não entendo porque essa turma “trabalhada na arrogância” insiste em tratar, com pouca consideração, aqueles que ocupam um cargo inferior ou quem, aos seus olhos, não pode lhe trazer nenhum benefício no futuro.

Acho que o problema maior dessas pessoas, além da arrogância, é a falta de visão. Gente assim tem um campo de visão limitado e isso os impedem de enxergam que o colega de trabalho de hoje, poderá se tornar o chefe de amanhã; ou que o subordinado de hoje, poderá se tornar um futuro cliente. Eles são míopes.

Pessoas assim não mantêm amigos – mantêm contatos; não conseguem se divertir consigo mesmo e muito menos compartilhar conhecimento. São profissionais que vivem focados em si e por isso não conseguem nem dizer “bom dia”, para o colega de trabalho que está ao seu lado. Eles se bastam - ou pelo menos acreditam nessa mentira, que eles mesmos inventaram em suas cabeças.

É claro que muitos desses arrogantes acabam alcançando sucesso. E nem poderia ser diferente, pois normalmente eles são muito focados no trabalho e sabem fazer marketing pessoal, como poucos. Eles têm o seu valor. Mas essa turma costuma chegar ao topo sozinho, sem ter com quem comemorar - porque ao longo de sua trajetória profissional esqueceram de olhar para o lado.


Camila Santos

sábado, 3 de maio de 2014

Samba da Bênção

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
Senão é como amar uma mulher só linda...


Vinicius de Moraes

quarta-feira, 5 de março de 2014

Sinceridade

Sinceridade. Quando é que vale a pena usá-la? Eu acho que em pouquíssimos casos. Ultimamente só a uso quando me solicitam e ainda assim com algumas restrições. Ser sincera para quê? A maioria das pessoas não está pronta para ouvir opiniões sinceras. O que quase todos desejam é ouvir o que soa bem aos seus ouvidos. Nem uma vírgula a mais e nem a menos. 

Acho que a sinceridade só é bem-vinda quando somos crianças. Daí sim, toda frase sincera, mesmo que constrangedora é bonitinha e até engraçada: mãe o seu cabelo está feio hoje; professora: não entendi nada o que você explicou. Na boca de uma criança toda frase sincera é bem interpretada e até tolerada, quase um doce! Agora no mundo dos adultos a dinâmica é outra. Quem é sincero ganha fama de grosseiro, de mal educado, de sujeito “do contra”. No mundo de gente grande, acreditem, não há espaço para a sinceridade.

Por essas e por outras de uns tempos para cá eu me tornei adepta das meias verdades. Digo apenas um pedacinho da verdade e deixo a outra parte, normalmente a principal, guardada na minha cabeça. Também tenho usado um outro artifício que eu batizei de “mentirinha do bem”, funciona assim: eu omito a verdade, digo a inverdade e concordo, de mentirinha, com o que o outro está dizendo. Chamem isso de falsidade ou do que bem quiserem. Mas cansei de ser sincera, num mundo onde impera a hipocrisia. Prefiro me proteger, guardar a minha língua dentro da minha boca e as minhas ideias dentro da minha cabeça.

Também não estou levantando a bandeira em prol da mentira ou da omissão. Acho a sinceridade uma virtude. O meu questionamento aqui é em relação ao modo como a sinceridade é vista. Embora na teoria ela seja bem-vinda. Na prática, no dia a dia ninguém a enxerga com bons olhos. Daí o cara que se expõe, que tem a coragem para dizer o que pensa acaba sendo mal interpretado, apenas por dizer, com sinceridade, o que ele pensa.

São poucos os que querem a nossa sinceridade e os que estão preparados para ouvir umas verdades. São menos numerosos ainda os aceitam quando dizemos o que pensamos. A grande parte das pessoas; repito: não deseja escutar opiniões verdadeiras.


Também não estou aqui defendendo o sujeito que, em prol da sinceridade, sai por aí dizendo um monte de baboseira para quem quiser ouvir. Acho que sinceridade tem hora e lugar, e sair por aí vomitando a verdade, sem respeitar o outro é de uma deselegância sem igual.  Afinal, eu acho que ninguém é assim tão dono da verdade para se sentir no direito de esbravejar a sua fúria pelo mundo. Se você não sabe dizer o que pensa sem ser agressivo e sem ultrapassar o limite do outro é melhor não dizer nada. A sinceridade está à disposição de todos, mas é para poucos (só para os que sabem dosa-la).



Camila Santos

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Já é


sei lá...
tem dias que a gente olha pra si.
e se pergunta se é mesmo isso aí.
que a gente achou que ia ser
quando a gente crescer
e nossa história de repente ficou
alguma coisa que alguém inventou
a gente não se reconhece ali
no oposto de um déjà vu

sei lá
tem tanta coisa que a gente não diz
e se pergunta se anda feliz
com o rumo que a vida tomou, no trabalho e no amor
se a gente é dono do próprio nariz
ou espelho é que se transformou
a gente não se reconhece ali.
no oposto de um vis a vis

por isso eu quero mais
não dá pra ser depois
do que ficou pra trás
na hora que já é!

Lulu Santos


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

#Partiu2013


Em 2013 eu mudei o meu ponto de vista em relação a muitas coisas: fé, amizades, família, trabalho. Foi um ano de renovação para mim. Tive novas ideias, conheci pessoas diferentes, tentei falar um idioma diferente (rsrs) e fiz duas viagens - para lá de especiais, que em pouco tempo já deram sinais do surgimento de uma nova Camila.

Ao longo do ano eu fui tomada por um senso de realidade que nem eu mesma sabia que eu tinha. Com isso, a minha velha mania de criar ilusões em relação a tudo e a todos ficou para trás (não vou dizer que definitivamente, pois nunca sabemos como será o dia de amanhã). Mas o fato é que enxerguei tudo com olhar realista, sem me permitir nem um pingo de subterfúgio.

Essa onda de realismo tirou a venda dos meus olhos, que durante anos, não me deixou enxergar as pessoas como elas são: às vezes boas, com certeza, mas outras vezes tão mesquinhas e egoístas, que nem vale a penas tê-las por perto. Percebi o quão frágil eram algumas de minhas amizades e senti na pele a falta de consideração e de cuidado de alguns amigos ou pseudo amigos. Por outro lado, senti um tremendo acolhimento de pessoas que eu mal conhecia. Essas sim me surpreenderam com atitudes carinhosas!

O fato é que neste ano eu mudei e me cansei: dos velhos papos de uns, das piadas inconvenientes de outros, da grosseria que persiste em alguns e principalmente da falsa boa vontade de algumas pessoas, que tentam a todo custo esconder a sua natureza mesquinha.

Descobri, durante uma das minhas viagens, que as diferenças culturais não impedem a aproximação das pessoas. Muito pelo contrário, elas nos tornam mais receptivos, menos preconceituosos e bem mais cautelosos com o outro. Percebi, que aprender a lidar com o diferente é a coisa mais útil, mesmo que difícil, que podemos  fazer por nós mesmos em vida.

Também trabalhei muito neste ano. Mas não posso reclamar porque também tive vários momentos de ociosidade que me levaram a refletir, refletir, refletir (Deus, como eu refleti esse ano!). Nada passou batido pela minha mente inquieta. Tudo foi pensado, repensado, meditado – embora muito do pensado ainda não tenha sido solucionado. Mas tenho fé e esperança que o próximo ano será o ano das soluções. E que venha 2014!


Camila Santos